22 outubro, 2012

Até um dia, Adeus...



Seria inútil dizer que te queria por perto de todas as vezes que te mandei embora, seria quase doloroso pensar em todas as vezes que estivemos perto um do outro e eu não soube aproveitar.

A vida às vezes é injusta o que queremos nem sempre é o que precisamos. O amor às vezes é lento e não tem o mesmo efeito no outro. Triste. Mas temos que aceitar as coisas como elas são. A vida real é bem diferente do que vemos nos filmes, eu fui tua princesa e tu meu príncipe, mas para isso não precisávamos ser perfeitos. Com os nossos defeitos criamos qualidade que só nós entendíamos, porque eram só nossas…

Tu eras muito complicado, fazias drama com coisas simples e muitas vezes senti-me estranha por roubares o meu papel. Ninguém entende porquê que nós ainda nos olhamos como se houvesse algo para além do que se vê. Ninguém nunca entendeu porquê que nós voltávamos um para o outro mesmo depois de nos perdermos um do outro. De todas as vezes que podíamos nos pertencer, escolhemos pertencer a outras pessoas. Razões desconhecidas por mim, por ti, por todos…

O amor às vezes é rápido demais e nem sempre conseguimos seguir os seus passos, dançar a mesma música… Nós descompassamos, de todas as vezes que tentamos.
Eu guardo no coração um sentimento bom e prefiro não tocar mais nele, guardá-lo apenas aqui dentro, quem sabe ele adormeça... Quem sabe? Um sono bonitinho, quietinho!?

Não vamos mais tentar meter vírgulas e reticências, a frase está a ficar sem sentido, ela merece um ponto. Ponto Final. Vou guardar a lembrança desse amor, como uma coisa bonita que me fez ver a força que eu tenho, esse amor bonito que te fez virar príncipe mesmo sendo ainda um sapo, esse amor bonito que me fez abrir os meus olhos e ver que sempre fui princesa e sempre serei… Até um dia, Adeus.