29 junho, 2013

As mulheres não são todas iguais


Dei por mim a pensar em ti. No teu sorriso e todas essas coisas boas que trazes contigo, como uma tempestade que inunda o meu peito e leva embora todas as minhas incertezas. Uma tempestade boa, daquelas que vêm para limpar as impurezas, que deixam uma sensação de leveza e aquele cheiro bom... Aquele cheiro que tu tens, de terra molhada. A tua terra foi molhada com água salgada, lágrimas que não conseguiram ser derrotadas. Esse ar triste nos teus olhos negros, faz com que eu te ame ainda mais. A forma cuidadosa com que entoas as palavras obriga-me a cuidar de ti. Tu tens uns movimentos sofridos, de quem traz do passado mágoas e casos mal resolvidos. É isso que faz com que eu queira ser para ti um presente bonito, sereno e florido. Daqueles que recebes no teu aniversário, embrulhado com papel celofane e laço, num restaurante caro, a luz de velas, com direito a entradas e sobremesa de lamber a ponta dos dedos.

O amor é um desastre natural, causa estragos em várias vidas ao mesmo tempo. Na de quem ama, na de quem é amada, na de quem ama a que ama a amada e na de quem quer ser amada por alguma dessas. É complicado, nem eu mesma entendo. Tu amas a que te magoa e eu me magoo por te amar, enquanto isso quem te magoa é feliz sem em ti pensar. 

Ah, moço! Tenho tanto amor para ti. Ele está aqui, intocável, na vitrine do meu coração só a espera que tu apontes o dedo e digas ''É meu.'' Mas tu nunca dizes, tu tens medo de fazer a escolha errada. Medo de te entregar. Tu ainda tens esta mania de culpar o resto das mulheres, pelo erro de uma mulher. Mania horrível, essa, sabias? As mulheres não são todas iguais.