11 dezembro, 2013

Comer, Orar, Amar



''Tinha-me finalmente apercebido de que chegara a um estado de desespero capaz de ameaçar a minha integridade física, e ocorreu-me que às vezes as pessoas nesse estado pediam ajuda a Deus. Creio que tinha lido isso algures num livro. Aquilo que disse a Deus entre soluços foi qualquer coisa como isto: ''Olá, Deus. Como estás? Eu sou a Liz. Prazer em conhecer-te.'' É isso mesmo, estava a falar com o criador do universo como se tivessemos acabado de ser apresentados numa festa. ''Sempre fui grande fã do seu trabalho... Desculpa incomodar-te a esta hora da noite mas estou em grandes apuros. Desculpa nunca antes ter falado directamente contigo(...) Como sabes, a minha especialidade não é rezar. Mas poderás ajudar-me por favor? Preciso desesperadamente de ajuda. Não sei o que fazer. Por favor, diz-me o que fazer.''
(...)
O que aconteceu naquela noite foi o início de uma conversa religiosa que na verdade acabaria por me aproximar muito de Deus.''

 Retirado do livro: Comer, orar e amar.