18 janeiro, 2014

Amor puro... De alma para alma.


 Na época em que abri o meu primeiro blog, eu li uma frase do Caio Fernando Abreu e gostei muito: “Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi.” 

Gostei porque esta era a minha vontade também.


Em 2011 comecei uma viagem incrível mas sem destino, eu apenas caminhava e no fundo era aí que eu via a graça, sabia que algo novo me esperava e o facto de não ter um destino certo tornava esta viagem ainda mais incrível porque todos os dias eu esbarrava com uma novidade, encontrava sempre flores e cactos neste jardim imenso que é a imaginação. Eu sempre disse para mim mesma que lançar um livro não podia ser visto por mim como um sonho porque desta forma eu iria me sentir realizada e por mais estúpido que isso pareça, eu não pretendo sentir-me uma pessoa realizada, nunca, porque ainda há muito para buscar no meu interior, ainda tenho muito para dar, criar e reinventar. Sou muito nova, e ao que tudo indica tenho uma vida pela frente e mais do que apreciar eu quero fazer arte, por que não fazer da minha vida uma obra de arte? É divertido fazer coisas significativas para a vida de terceiros, as vezes eu olho ao meu redor e vejo que existe tanta gente a viver só por viver, é como se não soubessem do quanto são valiosos. Todos somos colocados neste mundo com um propósito e só percebemos isso quando buscamos a divindade que há em nós, quando olhamos para dentro e fazemos uma avaliação e busca pessoal. Parece que algumas pessoas têm preguiça de fazer isso e limitam-se a ser mais um elemento solto no mundo, a fazer o que os outros fazem, a seguir modas... Eu fico um pouco ‘’frustrada’’, não sei se esta é a palavra certa, mas vejo pessoas da minha idade que só pensam em festas, bebida, "fumos", dinheiro, etc...Como se a existência humana se resumisse nisso e eles dizem que estão a viver a vida e a aproveitar a juventude. Só me apetece gritar: "Não é assim! Acordem! Vocês não estão a viver a vida e sim a desperdiçá-la." Existe tanta coisa boa, que pode ser aproveitada, os detalhes, a beleza está exactamente no que parece insignificante. Não quero dizer que não podemos ir a festas e beber e fumar, podemos sim! Eu também vou a festas...Só não podemos nos limitar a isso, pensar que a vida é só isso!  

Eu não quero me conformar com este mundo e não quero estar rodeada de pessoas que vivem por viver. Eu quero mudar eu quero criar, não quero andar sozinha.


Como eu ia dizendo… A frase ‘’Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi." Hoje é quase real na minha vida e a alegria é tão grande que já não cabe no meu coração, transbordou pelos meus olhos. Todos os dias recebo comentários de pessoas que leram e gostaram do meu livro e não há alegria maior do que esta, não há alegria maior do que saber que as minhas palavras acalmam corações, trazem paz, activam emoções. Nada melhor do que ser lida, compreendida e amada. O livro não é perfeito mas o amor é, e vocês olharam para o meu livro com amor. Muitos dos que leram não me conhecem mas é um amor puro que partilhamos, um amor diferente, porque em tudo o que escrevo eu entrego a minha alma e quem lê os meus escritos me lê. É um amor de alma para alma.


Ainda não processei toda a informação, e talvez este texto não faça muito sentido... É mais um desabafo do que outra coisa. Estou feliz e me faltam palavras… Quero sempre fazer mais, fazer melhor. Conto com o vosso apoio, em todos os momentos. Quanto a arte de criar, fizemos um juramento e não posso parar até que ela morra em mim ou eu mais cedo do que ela. 


Termino este desabafo com palavras de António Setas

‘’Coisas assim podem provocar guerras. Aqui nada disso há, só podem trazer paz nos corações solitários como o meu e os dos que me ouvem, me lêem e me compreendem. Amo não ser nada e dar poeiras para a vida, gosto de ser tudo e me esvaziar para dar lugar a nadas que serão um tudo sem precisar de mim. ‘’