11 junho, 2014

Alguns anos depois... Nando? O que é feito de ti?


O amor pode ter várias definições, tudo depende do definidor e da sua experiência de vida. Para os pessimistas o amor é um desastre, a pior das catástrofes, para os românticos o amor é a força que move o mundo, e já para pessoas como eu o amor é...Bem...O amor é uma coisa um pouco coiso... Bem... Pessoas como eu não sabem o que é o amor, tudo isso é muito confuso para mim porque muitas vezes pensei que o amor tivesse cruzado o meu caminho mas quando encostei para abraçá-lo tropecei e tive quedas graves que feriram até o meu coração. Deixei de procurar, porque dizem que o amor encontra quem está despreocupado, desisti da ideia de tentar encontrar uma alma gémea ou apaixonar-me a primeira vista por alguém.

Desde a minha adolescência que me apaixono com facilidade, o meu primeiro amor foi a Clarisse com dois ''s'', uma moça alta e magra que gostava de tirar fotos semi-nua para as redes sociais. Vivi algumas aventuras com a Maria Joana, ela tinha problemas com a nicotina e fazia amor com a fantasia. Depois disso veio a Camille, uma hipster francesa. O golpe mais profundo que o amor me deu foi a Bárbara, a primeira mulher da minha vida, que me abandonou para buscar a liberdade que só pode ser encontrada com a morte. Tive também a Beatriz que sonhava em ser actriz e agora brilha em HollyWood.

Hoje, tenho 25 anos e algumas marcas de amores errados. Continuo a ser um expert em tratamento da informação por meios automáticos e electrónicos e tenho a minha própria empresa, tenho carros e telemóveis da última geração, tenho uma casa enorme ocupada pelo vazio da vida que levo. Tenho uma carreira brilhante mas não tenho ninguém para abraçar nas noites frias e comemorar as minhas vitórias.