18 agosto, 2014

A incrível vida dos nómadas da actualidade



Com esta história de selfies, filtros e #Hashtagas (lê este texto), lembrei-me de uma coisa que descobri há algum tempo atrás e preciso partilhar contigo.

És do tipo de pessoa que sonha em trabalhar naquilo que ama, ganhar dinheiro, aprender línguas, viajar para muitos países e conhecer novas culturas? Tenho uma notícia para ti: O teu sonho pode se tornar realidade.

Nos dias de hoje, é possível trabalhar e viajar ao mesmo tempo, sem precisar de tratar um visto de trabalho ou falar 5 idiomas. É um estilo de vida completamente fantástico que veio para revolucionar a visão tradicional sobre trabalho e felicidade. Muitos profissionais já adoptaram este estilo de vida. De que forma? Eles pediram demissão dos empregos fixos, abriram um negócio na Internet, fizeram a mala e subiram num avião. Loucos? Não. São apenas ''Nómadas Digitais''.

Todos já ouvimos a palavra nómada na escola, e pelo que me lembro dos meus anos no primeiro ciclo, a definição é esta: Nómadas são povos sem território fixo. Logo, nómadas digitais são profissionais sem território fixo, que usam a tecnologia a seu favor. Não importa a localização, desde que tenham conexão à Internet, eles trabalham, seja num restaurante na Itália, numa ilha grega ou até mesmo perto das montanhas nevadas da Nova Zelândia.



Existem vantagens e desvantagens neste estilo de vida. A parte boa é que há flexibilidade de horários e ninguém te obriga a trabalhar durante 8 horas, não precisas esperar pelo fim do mês para receber dinheiro e nem sequer enfrentas o trânsito infernal depois de um dia exaustivo no escritório. 

Sendo um nómada digital, não irás gastar rios de dinheiro como se fosses um turista, porque antes de tudo tu és um profissional. Existem formas económicas de fazer isso, o Couch Surfing, por exemplo, é um site que te ajuda a encontrar casas para te hospedares de graça (por tempo determinado, e tens que ser muito aventureiro para morar com estranhos), alguns nómadas digitais moram no próprio carro ou encontram hotéis baratos. Outra parte boa deste estilo de vida é a oportunidade de conhecer várias pessoas, visitar sítios interessantes, saborear a gastronomia de vários países e trabalhar da forma mais conveniente. 

Em contrapartida, a vida como nómada exige muita disciplina e concentração, porque muitas vezes o facto de estarmos num lugar lindo cheio de atracções turísticas pode tornar-nos improdutivos. Por exemplo: Se estiver um calor infernal e a praia for muito perto do lugar onde estiveres hospedado, o que seria mais atraente? Trabalhar ou dar um mergulho?

Ser nómada digital não é para qualquer pessoa, é acima de tudo a consequência de uma escolha profissional. Um médico, não pode de forma alguma ser nómada, ao passo que, escritores, fotógrafos, webdesigners, publicitários, organizadores de eventos, revisores de texto, cozinheiros, pintores, programadores, tradutores, músicos e professores de línguas, já se podem adaptar a este estilo de vida.

Bem... Isso não se resume simplesmente em abandonar tudo e viajar. A maioria dos nómadas digitais trabalharam durante muitos anos para juntar dinheiro e estudaram o mercado para poder continuar a trabalhar pela Internet. A vida como nómada não é só um mar de rosas, também há burocracias como seguros de saúde, vistos, conta bancária, etc...

Parecendo que não, já existem muitos nómadas digitais espalhados pelo mundo. Podes ver alguns exemplos abaixo:


Quem é? Jodi Ettenberg, canadense, ex advogada, 1,50 metros, especialista em sopas.
Qual é o trabalho dela? Jodi ganha dinheiro com a venda online do seu livro de culinária, faz palestras, consultorias e criou o projecto Jodi Eats.


Quem são? Simon Fairbairn e Erin McNeaney, casados, ingleses, depois de muitos anos de trabalho vendaram tudo o que tinham em 2010 e viajaram pelo mundo.
Qual é o trabalho deles? Ele é webdesigner, desenvolve aplicações para a Apple e o casal recebe o dinheiro do aluguer da casa que deixaram em UK.


Quem são? Família Gilbert, a mãe vendeu tudo o que tinha para comprar uma máquina fotográfica, o pai é designer gráfico, têm duas filhas que nasceram durante as viagens.
Qual é o trabalho deles? Ela é fotógrafa freelancer e está a escrever um livro, ele é designer e está a realizar um documentário ''A geração wireless'' com o total de 10 mil dólares doados pelos leitores do blog da família. (Meus amados leitores, caso não saibam, eu também aceito doações. Hahahaha)

Para terminar, quero apresentar-te o casal que me mostrou este estilo de vida: Jaque Barbosa e Eme Viegas um casal brasileiro. 

''A nossa história, aliás, é bem parecida com a de um monte de gente. Eu (Jaque Barbosa) era professora de inglês e o Eme Viegas publicitário nas maiores agências de São Paulo.
Quando iniciamos a nossa empresa, não tínhamos nada. Não tínhamos investimento, não tínhamos o apoio de pessoas influentes, não tínhamos experiência, não tínhamos mesada dos pais. Quando o sonho surgiu, e quando vimos a possibilidade de realizá-lo, começamos a juntar dinheiro para que tivéssemos um recurso, caso as coisas demorassem mais para
dar certo do que imaginávamos. Deixamos salários e carreiras estáveis, para apostar num sonho, sem garantia alguma. A única coisa que tínhamos certeza era que queríamos tanto aquilo, que daríamos um jeito de conseguir.(...) Juntamos um pouco de dinheiro, pedimos demissão, e mergulhamos de cabeça em projectos pessoais nos quais acreditávamos de verdade. Assim nasceu o ''Casal Sem Vergonha'', que hoje é o maior site brasileiro focado em relacionamentos, e o ''Hypeness'' o primeiro e maior site do Brasil com foco em inovação e criatividade. Claro que ambos os projectos não conquistaram juntos 7,5 milhões de visitantes por mês do nada. Foi preciso muita perseverança, trabalho duro e determinação para fazer acontecer. E, principalmente foi preciso coragem de largar a trilha já traçada por outras pessoas, para abrir a nossa no facão, enfrentando todos os perigos de um terreno inexplorado, mas também colhendo frutos que a maioria das pessoas não consegue colher.
Desde o início, o objectivo principal da criação dos projectos era conquistar a nossa liberdade e poder trabalhar de qualquer lugar do mundo. Sonhávamos com o dia no qual poderíamos trabalhar tanto de um café em Amsterdam, quanto de uma cachoeira na Chapada Diamantina. Esse era um dos objectivos principais desde o início.''
Acompanha a viagem deles, por aqui.
O que achaste deste estilo de vida? Terias coragem de ser um nómada digital? (Eu teria)