10 novembro, 2014

Breve carta para mim mesma



Querida eu do futuro,

Sinto que sou apenas um corpo vazio, a vaguear por este mundo. Não consigo terminar o que começo. 

Nas minhas ideias irrealizáveis, o fim mora logo no início. Tenho medo do que será de ti. Ultimamente, penso muito nisso e entro num desespero cego, mudo e surdo. Inútil, porque quando tudo passa, volto aos velhos maus hábitos. Quero mudar, mas não consigo. Dou passos largos e continuo no mesmo lugar. 
Acho necessário escrever-te e me desculpar por tudo que possa, eventualmente acontecer. A culpa será minha, a consciência sabe disso plenamente! Tenho a faca e o queijo na minha mão, mas estou com muita preguiça para ir buscar o pão, manteiga e... O que é mesmo que faz uma sandes?
Silêncio.Estou com muito sono para pensar.
Pouso a faca num canto, e guardo o queijo na geleira.
Cumprir regras não me define. Adoro deixar para amanhã o que posso fazer hoje... Por isso, vou dormir com fome.
Deixo esta carta assim, inacabada.
Espero, então, do fundo do meu coração, que sejas diferente da pessoa que sou e que sigas o teu caminho.
Silêncio.Estou com muito sono para pensar.
Pouso a faca num canto, e guardo o queijo na geleira.
Cumprir regras não me define. Adoro deixar para amanhã o que posso fazer hoje... Por isso, vou dormir com fome.
Deixo esta carta assim, inacabada.
Espero, então, do fundo do meu coração, que sejas diferente da pessoa que sou e que sigas o teu caminho.
                                                                                                                






                                                                                           Com preocupação amorosa, eu do presente.

Stay beautiful ~