27 agosto, 2015

Depois da metAMORfose- Oliveira Prazeres


Mudança de forma. Mudança de status, chega de actualizações banais, basta de frases feitas para improvisar a vida. Há vida lá fora: além do meu mundo fictício, lá adiante aonde meus olhos negam-se a enxergar, aonde meu corpo recusa-se a chegar e explorar. Há um mundo por desbravar, pessoas por conhecer e abraçar, mais do que tudo, há uma vida para ser vivida sem ter que cair nessa rotina sedentária de outros EUs e nunca realmente EU. É hora de enfrentar às transformações que vida me proporciona sem mudar a minha essência.
Eu vou lançar meus medos fora e vou viver às minhas metamorfoses. Eu vou abrir meu coração e arriscar-me por meus sonhos. 
O caminho é e será longo, mas não importa eu sou caminhante e o meu olhar agora só sabe olhar adiante. Não quero ter arrependimentos, mas se tiver que tê-los, que não sejam porque nunca ousei voar por meus sonhos.
Há dores sedentas para serem sentidas. Magoas, decepções, desafios, quedas e caminhos espinhosos para serem ultrapassados, mas não importa. Serei mais EU e nunca outros EUs que me são impostos. Não um EU egocêntrico, mas um eu firmado em valores simples da vida: Amor, simplicidade, humildade e respeito.
Por mais que alguém negue, essa é a vida. Não há tempo p’ra vivê-la rascunhos, cada caminho que trilhamos é um aprendizado para novas mudanças. Haverá erros, acertar a primeira nem devia ser humano, às vezes precisamos errar não para aprender, mas para sabermos que nesta vida, perfeição é de longe a nossa real meta ou algo que poderemos proporcionar às pessoas. 
 Depois da metamorfose, vem a verdadeira luta. Aprendemos a ser livres, aprendemos a voar, a sair da nossa zona de conforto, do nosso casulo, daquele porto seguro em que estávamos super aquecidos. Depois de uma metamorfose, segue-se outra após outra. É um círculo em que estaremos em infinitas transformações, mas sem nunca perdemos a nossa essência. Isso, claro! Se nos permitimos voar sem termos medo desse devorador de sonhos que são os nossos próprios medos. 


Oliveira Prazeres