30 março, 2016

A Privacidade nas Redes Sociais

Autor: Népias

Conforme referido no nosso primeiro artigo, o mundo tem vindo a registar transformações tecnológicas que, para lá da internet, estendem-se à ferramentas que reflectem conceitos que desde a nossa existência sempre estiveram presentes, como as Redes sociais.
Estas garantiram que a internet e o ambiente virtual se tornassem uma extensão da realidade. Isto é, os perfis criados nas redes são duplicações de indivíduos que existem, falam, respiram e possuem opiniões próprias; o que torna os sites de chats em gigantes salas de estar. 
Caro leitor, curiosamente, para poder aproveitar o potencial das redes sociais é preciso mostrar para elas quem você é, isto é, informando dados pessoais, como: Quem somos? Onde vivemos? Quais os nossos gostos e preferências? etc, resultando na construção do que somos na realidade. Provavelmente não se lembra de ter respondido tudo isso?
Por exemplo: Certa vez, para oferecer um presente a um conhecido, foram necessários apenas 30 min a olhar para o perfil, e perceber qual seria a prenda ideal…e resultou!
Assim, vale recordar que, as nossas pesquisas nos browsers, as nossas conversas com amigos pelos chats, e as páginas “curtidas”, são informações registadas e guardadas em sistemas de armazenamento (banco de dados) de grandes corporações, obviamente por meio da trade off, ou vendas, o que dá origem, por exemplo, a anúncios publicitários dirigidos para um determinado público, colocando em causa a privacidade na internet, particularmente nas redes sociais.
Portanto, face ao acima exposto, urge a necessidade dos estados, mediante legislação apropriada, se posicionarem em relação ao direito à privacidade, por se tratar de um direito constitucionalmente previsto em muitos países, senão todos.
Por isso, é necessário que os utilizadores dos serviços tecnológicos, nomeadamente, redes sociais, emails, serviços baseados em cloud computing (computação das nuvens) e demais, tomem consciência que nenhum serviço é gratuito, mesmo que pareça. E em caso de partilha de informações, tenham em conta que, muitas empresas não utilizam criptografia (codificação de conteúdos) nos servidores que a armazenam, colocando-as susceptíveis ao uso indevido. Dai ser fundamental adoptarmos um comportamento conservador, em relação ao tipo de informação á disponibilizar na web, particularmente nas redes sociais, a favor da privacidade e da integridade humana.