08 março, 2016

Mulheres para além da inspiração

Autor: Isis Hembe

Todos já vimos artistas a fazerem carreiras enaltecendo a figura feminina. Quem não conhece La Gioconda ou, Simplesmente, Monalisa de Da Vinci?; José de Alencar elevou a mulher em dimensões continentais, em sua Iracema, conferindo ao continente americano virtudes de uma mulher; Anselmo Ralph, em suas músicas, nos apresenta aventuras e desventuras relacionadas a ligações com as mulheres.
Mas hoje, vamos nos focar às mulheres para além da inspiração, ou seja, as mulheres que são mais do que musas inspiradoras. Pois produzem arte que lhes coloca em situação de protagonistas da cultura mundial.
Começo, então, pela música. Onde destaco o perfil de duas mulheres em especial: Lurdes Van-dúnem e Martha Argerich

Tia Lurdes, como era carinhosamente chamada pelos próximos, é uma das vozes mais influentes da música angolana. Ocupou o lugar de vocalista de bandas Ngola Ritmos e Jovens do Prenda, sem contar com a sua carreira a solo que nos fez e faz lembrar o quão “vale a pena ser mulher”.


Martha Argerich Argentina: Todo estudante de música, de qualquer especialidade, desejará dominar o seu instrumento como essa senhora domina o seu piano. Virtuosa, porém discreta quanto a exposição da média. Essa mulher encarna a ideia de que a arte pode superar a imagem.

Nas artes cénicas, vou destacar a bailarina, coreógrafa e cabeça máxima da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, Ana Clara Guerra Marques. Que de forma engajada luta contra tudo e todos para não deixar extinguir a dança contemporânea do nosso horizonte cultural.

Na pintura podemos destacar a Artemisia Gentileschi, das poucas mulheres da época do barroco que se tem registro. Isso é uma prova de suas qualidades excepcionais. Sendo que naquele tempo era difícil mulheres serem reconhecidas; e a Frida Khalo que fez da arte uma forma de superação pessoal.

Na arquitectura destaco a Julia Morgan, uma arquitecta com mais de 700 edifícios no curriculum lá em Califórnia EUA, onde foi pioneira (entre as mulheres) a exercer essa profissão.

Na escultura, não poderia ser outra pessoa senão Camille Claudel menina-prodígio que entre a lucidez e loucura nos ofereceu as coisas mais belas que se podem esculpir.

No cinema destaco Katarine Hepburn, actriz de uma expressão e versatilidade fantástica justamente indicada 12 vezes aos Óscares tendo arrebatado 4. O que lhe coloca num record na categoria de melhor actriz.

Na literatura temos a Carolina Maria de Jesus que apesar de viver numa classe social que lhe obrigava a ter a necessidade de colectar lixo para sobreviver, conseguiu ter espaço para escrever. Educando-nos com a lição de que a vontade move montanhas.

E assim fechamos esse tópico na esperança que essas mulheres nos motivem a produzir!