16 maio, 2016

Artistas e as finanças

Autor: Isis Hembe

É bastante comum os artistas não serem muito práticos ao lidar objectivamente com ideia das finanças. Muito deles, são bastante idealistas; e colocam à arte mais para coisas de Deus do que de César. Se por um lado há uma nobreza nessa maneira de ver as coisas, do outro há um desestimulo para pessoas que pretendem levar a arte de forma integral. Assim dependeremos de artistas com disponibilidade de actuar somente nos tempos livres ou de artistas condenados â miséria.
Paralelamente a isso, existem artistas financeiramente bem-sucedidos. Nas artes plásticas, por exemplo, há uma tradição de compras de obras em valores avultados. Principalmente de artistas clássicos e mais populares. Entre os contemporâneos podemos destacar o Romero Brito, artista brasileiro radicado nos estados unidos, que tem uma fortuna baseada num projeto que associa a arte, as marcas mais conceituadas
Na literatura temos artistas como o Paulo Coelho e o Dan Brown conceituados por emplacarem várias séries de best-sellers. Uma das fontes de rendimento adicional para escritores consagrados é a de conferencistas.


Excepto o cinema, as outras manifestações artísticas têm menos expressão financeiras por serem de fraco apelo popular.
Na decorrência dessas formas de os artistas ganharem dinheiro, surge a crítica que associa todo o fenómeno popular como algo de menor qualidade. O que deixa mais em desfavor quem tem a atividade artística como a principal.
Conclui-se então, que a par de outras atividades humanas, as artes reservam um caminho não tão explorado no que diz respeito as finanças. Novas formas de “cooperação”, empreendedorismo, precisam ser efectuadas na intenção de trazer à luz do dia maior dignidade ao artista.
O pensamento pejorativo que a crítica da arte e alguns artistas têm é um tabu que precisa ser analisado. Só dessa forma conseguiremos emancipar ideias criativas que possam surgir e nos livrem de achar respostas a perguntas do género: além de artista o que fazes mais da vida?