11 maio, 2016

Génesis dos Movimentos artísticos

Autor: Isis Hembe

É considerado um movimento artístico o conjunto de características que várias expressões da arte partilham em comum. Essas características partem desde a data de criação das obras ao manifesto filosófico em torno das mesmas. Manifesto filosófico é, em palavras miúdas, a mensagem que um movimento se propõe a transmitir por meio da sua estética.

A história dos movimentos artísticos começa, propriamente, com o início do renascimento. Mas antes disso, mais propriamente na idade média, já existia uma característica homogênea entre as expressões artísticas da época. O que diferencia a era anterior ao renascimento é que as características da arte eram mais ou menos impostas pelo clero e pelo Estado. Por esse motivo, começaremos essa série de publicações sobre os movimentos artísticos (a pedido dos nossos leitores), com um estudo introdutório sobre a arte no mundo medieval. Que embora não seja considerada um movimento artístico, é a partir dele que se compreende o surgimento dos movimentos, propriamente ditos.
O Mundo Medieval é o período que começa entre o século V e o XV entre a demolição do Império Romano à demolição da Constantinopla. Nesse período, obviamente, houve várias manifestações artísticas. A seguir, destacamos as mais fortes:

A Paleocristã que se manifestou desde o século II ao V, portanto, a parte final coincidiu com o início da era medieval, é a área mais notável da pintura e escultura dessa era.
Como o referido, a arte paleocristã não se enquadra muito no Mundo Medieval, pois vem de um período anterior. Surge numa era em que o cristianismo ainda sofria várias perseguições. Por esse motivo pouca produção sobreviveu; mas as características principais dessa manifestação artística serviram de impulso ao período que o cristianismo transformou-se em religião constituída a partir do catolicismo, influenciando toda cultura do Mundo Medieval. Normalmente, o homem era desenhado a respeitar proporções rigorosas e era, também, comumente retratado de forma bidimensional.
Esse movimento se expandiu na arquitectura e escultura.
Parede da Igreja Natividade em Belém
Ilustração de Cristo e dois discípulos

A música de maior importância dessa época foi o canto gregoriano. Uma música à cappella, de melodia única (monódica) e com um ritmo livre (não) medido.
Esse género foi importante para a cultura universal pois foi a partir dele que surgiram as primeiras notações musicais (escrita da música). Sendo que havia necessidade de se compilar os louvores à Deus e ensiná-los a vários grupos corais, que na altura, eram compostos apenas por homens. Por recomendação da Igreja.