16 junho, 2016

Artista, lembra-te do quão és importante!

A arte, no decorrer da história da humanidade, já desempenhou vários papeis; e na dinâmica das construções das sociedades, ela vai se adaptando às circunstâncias moldando-se segundo a visão de quem a produz, do local onde se produz e para quem se produz.
À luz disso, pode-se compreender as manifestações artísticas como um produto dos ingredientes acima citados. O que fica ainda nublado é a consciência dos artistas em torno do que podem contribuir: se aproveitam o potencial de criação que possuem para dar um passo em frente ou são mais algumas folhas ao redemoinho das influências sociais. Entre influenciados a agentes de influência – não numa perspetiva coercitiva, mas como tochas acesas que clareiam ideias – reside uma esperança moribunda de quem se vê, de repente, sem a capacidade de sentir, de se desfazer dos dogmas existenciais, de se divertir, enfim, de contemplar os porquês da vida.
Assim, na óptica de quem consome a arte, não interessa muito as técnicas usadas, os certificados de qualificação, a erudição estéril – como diria Schopenhauer; Interessa mais para quem a técnica, a qualificação e a erudição servem.
Por outro lado, seguindo a mesma linhagem de abordagem, deveria importar menos, para os artistas, as congratulações, as honras, o legado, compreendendo que não há maior honra que tocar as pessoas.
Autor: Isis Hembe