14 julho, 2016

Suspiros nostálgicos da cultura infantil


Assistimos um cenário pouco abonatório quando olhamos para a cultura nacional sob o ponto de vista de uma criança.
Os Órgãos de Comunicação Massiva diminuíram a grade de programação destinada a esse público; há cada vez menos CDs, shows, livros, que possam dar heróis, princesas, príncipes, deuses, que possam cimentar a consciência cívica e ética dos mais novos.
Para além de isso significar que os adultos estão a negligenciar um direito importante das crianças, significa, também, que as crianças estão cada vez mais passivas na construção da identidade cultural nacional.
Nem sempre foi assim. É de lembrar que muitos escritores e músicos conceituados começaram a sua carreira ou a ter contacto com os corredores artísticos muito cedo. Nomes como Isidora Campos, Maya Cool, Angelo Boss, Nila Borja, entre outros, saíram destes ciclos.

Se queremos crianças com o lado criativo, cívico, afectivo, intelectual aceso, precisamos de nutrir essa franja.

Autor: Isis Hembe