09 agosto, 2016

A geração com corações avulsos



Há um crescente número de pessoas solteiras, de todas as condições sociais e financeiras possíveis que a cada dia perdem um pouco mais a esperança de encontrar um parceiro para um relacionamento estável e duradouro. Note que não usei a palavra parceiro ideal. A escolha de palavras se deve justamente pela dificuldade envolvida em se relacionar nos dias de hoje, se um companheiro “aceitável” já está difícil, talvez seja o momento de limitar nossa utopia a outros setores da vida.
Conheço muitas mulheres e garotas ótimas que me surpreendem por estarem solteiras ou em relacionamentos ruins e tristes, onde me relatam elas, são submetidas a constantes mostras de machismo e repressão de quem são. Escuto esses desabafos com um certo pesar e me pergunto onde fomos todos parar, e em que momento deixamos de ser amáveis, no sentido expresso de sermos possíveis de amar. Que erros tantos são esses que estamos cometendo que nos fardam a passar dias a procura de qualidades e características que beiram a fantasia? Que personagem é esse que idealizamos e esperamos que o outro interprete? O que ambos os sexos podem esperar uns dos outros, já que hoje os papéis não são tão bem definidos num casal como a vinte anos atrás? Essa ambivalência foi boa ou ruim?

Como grande entusiasta e observadora do amor e as formas de amar, reflito muito sobre o peso e consequências da mídia sobre a evolução do amor enquanto sentimento e quase comportamento social, e digo isso pois leio com frequência relatos de brasileiras que casaram-se com estrangeiros e os contrastes entre as maneiras de expressar e demonstrar o amor, sendo assim pode-se concluir que há maneiras e maneiras de vivenciar e perceber o amor e o casamento. Partindo desse príncipio, quero acreditar que “aprendemos” a amar de acordo com o meio em que vivemos, com as imagens que vemos, músicas que escutamos e exemplos próximos ao nosso redor.

Você deve estar se perguntando onde quero chegar e eu lhes digo: Acredito que temos salvação, basta pararmos e analisarmos o quanto de amor verdadeiro, carinho, cuidado e conforto estamos dando e recebendo quando estamos envolvidos com alguém e se estamos nos comportando de acordo com o que esperamos do próximo. Mas o que é o amor verdadeiro? Essa é uma pergunta para outro dia, e talvez nunca tenhamos uma resposta que sirva para toda a humanidade nos quatro cantos do globo, mas vamos resumir assim: O que é o amor para você?

Autora: Laine Ferreira